Cobertura do 3° FOCO de Comunicação Social da Ufes
A partir de hoje postarei algumas notícias que referem-se ao FOCO de Comunicação Social, evento anual que acontece na Ufes. Continuarei a postar sobre fatos de âmbito regional, nacional e internacional, que é o objetivo original deste Blog, mas penso ser relevante falar sobre o FOCO, cujo público são os alunos de comunicação. O debate de hoje fez referência ao tema "A comunicação na contemporaneidade: novos paradigmas e contribuições teóricas". Mediado pela profesora e chefe do Departamento de Comunicação Social da Ufes - Ruth Reis - o encontro contou com o professor da faculdade Unijales e Unip, Domingo Freitas Filho, que pertenceu ao quadro docente do curso no passado. O professor destacou a importância da seriedade e comprometimento na criação e desenvolvimento do curso ao longo dos seus 30 anos de história. Afirmou a importância das instituições públicas no cumprimento do seu papel motivador de pesquisas e projoetos de extensão e disse que as faculdades particulares se voltam de forma exagerada à lógica capitalista de mercado. Freitas salientou ainda a dificuldade da evolução do curso ao longo da Ditadura Militar, que intevinha de forma rigorosa no currículo e até na contratação dos quadros de professores.
A palestra teve sequência com a professora Elizabeth Rondelli, que leciona na UFRJ e é doutora em ciências sociais pela UNICAMP. Rondelli tentou explicar a comunicação através de diversos teóricos, como Mauro Wolf, que estuda a relação entre produção e os efeitos da notícia. Outro ponto levantado diz respeito à separação entre tempo-espaço, ilustrado pelo exemplo de se ler um livro publicado à decadas, em outro ano e lugar. A doutora salientou ainda a importância da mediação na contemporaneidade, que pode se dar face a face, entre os mass media e a população e entre dois indivíduos, mediados por algum aparato técnico (novas medias, como a Internet).
O último a expor seu pensamento sobre a comunicação foi o professor de Comunicação da Ufes e doutor pela UFRJ, Alexandre Curtiss Alvarenga. Segundo ele, a históia da comunicação deve ser considerada e é importante que haja uma releitura desta. Curtiss afirmou categoricamente que é o mercado quem dita as normas, enquanto o Estado se torna cada vez mais inútil. Disse ainda ser fundamental o estudo das mediações da comunicação, assim como a formulação de suas teorias.
O debate foi bastante proveitoso para o público da área, embora a explanação do professor Domingos Freitas ter sido um tanto cansativa, repetitiva e estática (leu uma carta enorme).

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