A idéia da criação deste Blog surgiu através da disciplina de Jornalismo On Line, que curso na Ufes. Aceitando o "grande" desafio de entrar no mundo dos bloggeiros, espero alcançar os objetivos almejados. Não apenas passar com uma boa nota na disciplina em questão, pretendo buscar notícias atuais e de interesse das pessoas, além de poder utilizar uma liberdade que certamente não terei depois de formado, trabalhando para um meio de comunicação qualquer.

Wednesday, November 09, 2005

O Imperialismo e as consequências da globalização

Este post foi feito em parceria com o Blog Dvaneios.
Com o polêmico tema Globalização e Política Social, o cientista político Giuseppe Cocco, italiano que vive no Brasil há dez anos, apresentou os assuntos abordados em seu livro GlobAL no Salão Rosa do EDII, na Ufes. Mediado pelo professor Fábio Malini, do curso de Comunicação Social, o escritor trabalhou a perspectiva da globalização no âmbito Latino – Brasil, México e Argentina.
Segundo Cocco o cerne do livro é “compreender o léxico teórico-político da contemporaneidade”. Para isso, três linhas principais foram abordadas na obra: a primeira constitui-se na análise do processo desenvolvimentista na atualidade. Com a globalização, não existe mais desenvolvimento autônomo e independente. A segunda linha se desenvolve sob aspecto de que o império é um processo constitutivo e aberto que possui em seu interior lutas sociais e políticas. A terceira linha visa introduzir na América Latina uma noção de poder ligada a questões da população.
Cocco disse ainda que na contemporaneidade ocorre a decadência gradativa da luta nacional anti-imperialista por parte dos governos dos países periféricos. Além disso, afirmou que a anomalia da sociedade brasileira pode ser estendida à discrepância latino americana em geral, que se encontra num estágio neo-racista e tecnocrata.
Contextualizou a sociedade brasileira, com destaque para a década de 30, período em que ocorreu a substituição das exportações para desenvolver a indústria local, com o objetivo de realizar o desenvolvimento – nacional e autônomo.
O cientista político mostrou que a industrialização é vista como sinônimo de progresso e que o desenvolvimento é utilizado de forma exagerada para justificar a pobreza dos países periféricos. Outra necessidade abordada no livro, segundo o próprio autor, remete-se “a criação de um Estado soberano capaz de romper com o domínio econômico externo”.

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